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Centrolugar

[2014]

Parceria:

Museu da Cidade de São Paulo

O Centrolugar foi um laboratório colaborativo de estudos e proposições para os espaços públicos do centro de São Paulo realizado durante o ano de 2014. Desenvolvido em parceria com o Museu da Cidade de São Paulo, o projeto ocupou os espaços expositivos do Solar da Marquesa de Santos e do Beco do Pinto de variadas formas. Na abertura, uma Vaga Viva foi construída na rua do Museu, ampliando a calçada e oferecendo espaço de estar a quem por ali passava.

 

Com o objetivo de mapear de forma afetiva os espaços da região central, foram propostos levantamentos utilizando diferentes materiais e perguntas, resultando em um conjunto de impressões, lembranças e desejos das pessoas que ali se reconheceram. 

Cartões postais fragmentados foram os primeiros a instigar o público a responder “qual a sua relação com o centro da cidade” de maneira livre. As partes individuais reunidas mostraram quantas histórias cabem nas ruas, praças e equipamentos registrados na cartografia.

Já a pergunta “Como você se sente no centro da cidade?” foi respondida por meio de alfinetes coloridos em um grande mapa coletivo. O gradiente de cores, com o tempo, foi indicando sensações mais ou menos comuns em determinados espaços, especialmente naqueles mais destinados ao fluxo do que ao usufruto pelas pessoas.

“O que você vê e ouve no centro” foi o último levantamento realizado durante as atividades do Centrolugar. Convidamos as pessoas para a saída fono-fotográfica, uma caminhada com tempo para observar e registrar em fotografias e captações de áudio, a diversidade de ocupações e movimentos que ocorrem na região.

O encerramento do laboratório ocorreu com a exposição do material coletado ao longo do tempo em um evento que ocupou o Beco do Pinto e o reabriu como a passagem que funcionava entre a Praça da Sé e o Parque Dom Pedro II, locais de intenso movimento na metrópole. 

Todos os centros descobertos nas experiências do Centrolugar dizem muito sobre os significados da cidade para as pessoas. Também ajudam a pensar formas de revelar esses sentidos repensando a lógica de uso das ferramentas de que dispomos para definir e compreender o território, como os mapas. Essas questões seguem permeando a atuação do apē em todos os projetos que realizamos. 

 

 

 

ape@apemobilidade.org