Ouvir para ver a cidade

[2015/6]

Parceria:

Instituto Tomie Ohtake

O projeto Ouvir para ver a cidade foi uma ação realizada em 2015 e 2016, em parceria com o Instituto Tomie Ohtake. As vivências foram dirigidas a pessoas com deficiência visual, com intuito de experimentar outras maneiras de ocupar e perceber os espaços da cidade.

Nessas saídas, intercalamos escuta individual em aparelhos mp3 e a audição coletiva por meio de caixas de som ou leituras em voz alta enquanto caminhávamos. As ferramentas incluíram recursos de audiodescrição dos lugares em que estivemos, associadas a trechos de obras literárias, depoimentos de outras pessoas e efeitos de áudio, reunidos para aprofundar as experiências subjetivas enquanto transitávamos.

Para este projeto contamos com a participação e o apoio de várias instituições com uma vasta experiência de trabalho com pessoas cegas ou com baixa visão em formações e na participação durante as atividades. Estes encontros proporcionaram diálogos sensíveis que alertaram para a necessidade cada vez mais urgente de uma cidade inclusiva e acessível.

O Vale do Anhangabaú foi o primeiro local escolhido, pela intersecção de marcas históricas e geográficas reinventadas ao longo do tempo, e uma atualidade que permanece no atravessamento diário de centenas de pessoas. Partindo do topo do Edifício Martinelli, propusemos a participantes uma experiência pelas diferentes camadas que se sobrepõem naquele local, percorrendo em deriva também a grande praça e terminando no turbulento túnel, onde o atual passar ininterrupto dos carros desperta a memória das águas do rio Anhangabaú. 

Na segunda experiência, estivemos na Rua Treze de Maio, no bairro do Bixiga, para explorar as camadas de memórias do local, presentes nas construções, ocupações dos espaços, atividades culturais e religiosas dos diferentes grupos que compõem a diversidade do lugar.

 

 

 

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